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Janeiro Roxo: o mês da luta contra a Hanseníase

No dia 31 de janeiro é celebrado o dia mundial de luta contra a hanseníase, doença que, até pouco tempo, era conhecida por lepra e carregava forte estigma por parte da sociedade. As ações se estendem por todo o mês de janeiro, como forma de conscientização da população e dos profissionais de saúde acerca dessa doença. A Hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, também chamado por bacilo de Hansen.

Transmissão

A transmissão ocorre por meio de contato próximo e contínuo com uma pessoa que ainda não foi diagnosticada e a sua evolução depende das características do sistema imunológico de cada pessoa infectada, que apresenta múltiplas manifestações clínicas, exteriorizadas principalmente. A bactéria causadora da doença pode ficar alojada no corpo humano por um período muito prolongado, podendo variar de dois a sete anos.

Os sintomas mais comuns são

  • lesões cutâneas, polifórmicas anestésicas;
  • caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.
  • febre, edemas e dor nas juntas.
  • entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz.
  • ressecamento nos olhos;
  • áreas com diminuição dos pelos e do suor;
  • formigamentos;
  • perda de sensibilidade nas extremidades (principalmente nos pés e mãos);
  • perda de força;
  • perda de massa muscular (atrofia);
  • dor espontânea;

Diagnóstico

O diagnóstico de um paciente com hanseníase é clínico e também epidemiológico, sendo realizado por meio do exame geral e dermatoneurólogico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas.

Já nos casos em que há suspeita de comprometimento neural, sem lesão cutânea (suspeita de hanse­níase neural pura), e aqueles que apresentam área com alteração sensitiva e/ou autonômica du­vidosa e sem lesão cutânea evidente, deverão ser encaminhados para unidades de saúde de maior complexidade para confirmação diagnóstica.

A Hanseníase tem cura?

A doença tem cura, mas é importante destacar, que quanto antes o paciente for diagnosticado e iniciar o tratamento, maiores são as chances reais de recuperação. Além disso, um diagnóstico tardio ou um tratamento inadequado, pode resultar em incapacidade física e outras sequelas.

Tratamento

Após o resultado, o tratamento é realizado com poliquimioterapia, uma associação de antibimicrobianos, que são recomendados pela Organização Mundial de Saúde. Os medicamentos são considerados seguros e eficazes, e o paciente deve tomar a primeira dose mensal supervisionada por um profissional de saúde, já as demais são ministradas pela própria pessoa, que não transmite mais a doença.

Histórico da doença

De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente, o Brasil é o segundo país com mais casos da doença, atrás somente da Índia. Por ano, são registrados cerca de 30 mil casos nos vários estados brasileiros, incluindo adultos e crianças.

Em 1995, como forma de reduzir o estigma social que cercava essa doença, o Ministério da Saúde proibiu que o termo “lepra” fosse empregado e foi adotado oficialmente o nome hanseníase, em homenagem ao cientista norueguês Gerhard Hansen, o descobridor da doença.

 

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